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Ciclo Verde ARLANXEO

“Um Cantinho Verde Pra Chamar de Nosso”: um sonho que se tornou realidade

Projeto de horta e alimentação saudável do Ciclo Verde ARLANXEO envolveu 450 crianças.

Um dos projetos vencedores do programa Ciclo Verde da ARLANXEO, uma iniciativa da área de Responsabilidade Social da ARLANXEO, “Um Cantinho Verde Pra Chamar de Nosso”, teve seu ponto alto na última quarta-feira, 25/4. Cerca de 450 alunos da escola da E.M Dr. Manoel Reis, em Duque de Caxias, participaram da inauguração da horta vertical e apresentação dos trabalhos realizados por eles ao longo do ano.

O dia foi um marco para comemorar a realização dessa grande transformação de hábitos e conscientização realizada pela força da própria comunidade. A programação contou com exposições, shows de dança, cordel, produções dos próprios alunos, degustação de bolos orgânicos produzidos pelas crianças em sala de aula e, acima de tudo, muita emoção. Ubiratan Sá, Site Manager da unidade de Caxias, participou do evento como representante da empresa ao lado do prefeito de Caxias, Washington Reis.

E tudo começou com a inscrição para o projeto do concurso Ciclo Verde promovido pela ARLANXEO. A diretora da escola, Marize Nunes Moreno Godinho, conta que quando ficou sabendo do concurso, por meio da Secretária de Educação, pensou que seria uma excelente oportunidade para concretizar a ideia de incentivar alunos, professores, funcionários e toda a comunidade do entorno a usar pequenos espaços para cultivo de verduras, legumes, temperos, árvores frutíferas, ainda que em espaços verticais, buscando a sustentabilidade do planeta em gestos simples. Marize diz que não imaginava a dimensão que o projeto ganharia. A semente realmente germinou e tomou conta de toda a escola. A ideia de alimentação saudável se estendeu para todo o conteúdo programático, ganhou a adesão e engajamento dos alunos desde a pré-escola até quinto ano. Em fevereiro deste ano, foi iniciada a pintura das paredes da escola. Após a reforma do pátio, a horta começou a ser montada e foi feita uma eleição na qual as crianças escolheram o nome do guardião da horta, o Verdito. Elas também participaram da plantação.

A horta vertical, na parede da entrada da escola, está distribuída entre hortaliças, legumes e morangos. Na parede lateral ficam os temperos. Em vasos maiores distribuídos por toda a escolas foram plantadas árvores frutíferas. E nas janelas das salas de aula, lindamente, estão dispostas floreiras, para enfeitar e deixar tudo mais alegre e colorido. Tudo o que foi plantado e for colhido na horta da escola será usado na merenda das crianças. E o paladar já está apurado. A diretora Marize conta que projeto promoveu uma pequena revolução na escola. Além de tornar o lugar mais aconchegante e vivo, mobilizou também pais e os avós. Para ela é muito importante que tenham conseguido que os alunos levassem a ideia para casa. “Estamos inseridos numa comunidade carente e a escola tem o papel de suprir algumas necessidades nutricionais. Por exemplo, peixe é algo que na merende tem pouca aceitação. De 15 em 15 dias, a gente coloca peixe para eles se permitirem experimentar. Não existe o hábito na comunidade de comprar. Não é cultural. A única fruta que eles comiam bem era banana. Então inserimos pera e não é que estão gostando? Quando estávamos plantando os legumes, por exemplo, eles viram o nome do alho-poró e nunca tinham ouvido falar. Ficaram curiosos para saber como se faz. Assim eles vão aprimorando o conhecimento sobre alimentação saudável. Estar aberto para o novo é muito importante. A ideia do projeto é diminuir o consumo do industrializado e levar esse hábito para suas casas”, detalha Marize.

Outro ponto muito positivo destacado pela diretora é que projeto ajudou a melhorar a frequência escolar dos alunos mais velhos. “Eles estão tão envolvidos com o que estão fazendo que hoje não é mais necessário “laçá-los” para as aulas, agora são assíduos. Uma turma remanejada que não tinha nenhuma ordem estava lá completa cantando uma produção deles na inauguração da horta, me enchendo de orgulho. Foi um ganho muito alto. Muito além da alimentação saudável é o contato com a leitura e a escrita que abre muitas portas”, avalia Marize.

Dona Eunice Maria da Silva, 64 anos, avó da aluna Lídia de Almeida Pereira Barbosa, 10 anos, diz que a neta está comendo bem melhor desde que começou o projeto na escola. “Ela passou a comer verdura. Antes ela só comia se eu escondesse e misturasse o caldo de legumes no arroz, por exemplo. Agora ela está até pedindo para eu fazer quiabo, que detestava. Antes, o negócio dela era só chocolate. Essa escola é uma benção. Tem muito amor pelas crianças”, diz dona Eunice.

As tias Alzira e Angela, da pré-escola 1, contam que para introduzir o conceito da alimentação saudável na didática com as crianças de quatro anos, tiveram a ideia de adaptar o conto da Chapeuzinho Vermelho. “Em vez de levar uma cesta cheia de doces e guloseimas para vovozinha, no nosso conto moderno a Chapeuzinho leva frutas e bolo feito com casca de banana”, brinca Alzira Maria Mendes da Silva Dantas.

Angela Maria Ribeiro dos Santos conta que a escola toda trabalhou com muita literatura infantil pois nessa faixa etária dos quatro anos as crianças ainda não estão alfabetizadas.

Em sala de aula, as duas tias Marias, como elas brincam, fizeram salada de frutas e falaram de frutas com as quais as crianças não estão acostumadas. “Com isto trabalhamos o olfato, o paladar, as cores. Foi muito interessante”, diz Angela.

Representando a ARLANXEO na cerimônia de inauguração, Ubiratan Sá, Site Manager da unidade de Caxias, contou um pouco sobre a alquimia que se faz na empresa para transformar a matéria-prima em borracha e depois em pneu, calçados, etc usando uma linguagem que aproxima a empresa da comunidade e a coloca não apenas como vizinhos, mas realmente como parte integrante. Ubiratan se emocionou em ver o resultado de algo tão transformador e em saber o quanto o projeto fará diferença na vida dessas crianças. “É uma honra para mim, representando a empresa em que trabalho, ajudar a construir esse sonho. A educação é transformadora e eu tenho certeza vocês vão levar para toda a vida o que estão aprendendo aqui. E a vida de vocês vai se tornar um pouquinho melhor com esse projeto. É um prazer para nós ajudar a comunidade e fazer esse sonho acontecer porque, como diz o poeta, um sonho que se sonha junto é um sonho muito mais forte”, concluiu Ubiratan.

Dica saudável

Na barraquinha das crianças no dia da inauguração da horta, as houve degustação bolos orgânicos feitos em sala de aula a partir de cascas de alimentos, como abacaxi e casca de banana. Simplesmente sublime. A equipe de Comunicação e Responsabilidade Social da ARLANXEO provou e aprovou.

Confira abaixo a receita do bolo feito a partir de casca de banana.

BOLO DE CASCA DE BANANA
  • 3 cascas de banana picada
  • 1 xícara de óleo
  • 3 ovos
  • 3 xícaras de açúcar
  • 3 xícaras de farinha de trigo
  • 1 colher de chá de canela em pó
  • 1 colher de sopa de fermento

Coloque as cascas e uma xícara de óleo no liquidificador e dê uma batidinha. Acrescente os ovos e o açúcar e continue batendo. Despeje em uma vasilha e acrescente a farinha de trigo aos poucos, coloque a canela em pó e por último o fermento. Se preferir pique uns pedacinhos de banana salpique na massa.

FRASE DA MARISE

Para fechar esta matéria, fica uma reflexão que a diretora Marize deixou para os professores e alunos da E.M Dr. Manoel Dias serve de inspiração:

“Podemos transformar o que era feio em bonito. Saber que para frente podemos sonhar outras coisas. Vocês vão sair desse projeto e vão entrar em outros pela vida. Se preparem professores. Isso faz com que a gente se alimente. Nos dá esperança. Professor por natureza é aquele que tem esperança. Não de esperar, mas do verbo esperançar. E entender que a gente vai conseguir. O que é melhor para o nosso filho e aluno, é melhor para toda comunidade.”